ELEIÇÕES COLOMBIA E VENEZUELA

 

Venezuela e Colômbia: duas eleições, dois rumos distintos


Graça Salgueiro


O mês de maio foi marcado por duas importantes eleições presidenciais no continente sul-americano, mas muito distintas entre si.


Na Venezuela, o ditador Nicolás Maduro, através de sua ilegal e inconstitucional Assembléia Nacional Constituinte (ANC), antecipou as eleições de dezembro para 20 de maio, mesmo com o rechaço de todas as nações democráticas do mundo, e vetou o direito legal dos partidos de oposição se candidatarem. Esses partidos já haviam decidido não inscrever candidatos porque, ao fazerem isso, estariam legitimando a ANC, mas deveriam ter o direito legítimo de participar, caso o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) não fosse mais um dos poderes seqüestrados pela ditadura. A MUD (que abriga partidos de todos os matizes, inclusive de esquerda insatisfeitos com Maduro) orientou sua militância e eleitores a não ir votar, uma vez que lá o voto não é obrigatório, pois se assim fizessem estariam avalizando a fraude, não só do pleito mas de toda a situação ilegal porque passa a Venezuela hoje.


Como era de se esperar, Maduro foi re-eleito com 5.823.728 votos, e seu "opositor" Henri Falcón, saído das filas do chavismo desde a década dos 90 até 2010, obteve 1.820.552 votos. Num país onde a fuga de pessoas que pedem asilo em países vizinhos aos montões, para se livrar da fome, da miséria, da violência e da falta de medicamentos, essa "vitória" soa como um grande soco no estômago da humanidade inteira. Mas teve o apoio do Foro de São Paulo (FSP), através de uma carta assinada por Mônica Valente, Secretária de Relações Internacionais do PT e do FSP. 20 milhões e meio de eleitores estavam aptos a votar mas apenas 12% compareceu aos centros de votação.


E a Colômbia realizou suas eleições no dia 27, de forma regular e como reza a Constituição. Cerca de 36,2 milhões de pessoas estavam aptas a votar, mas como lá o voto não é obrigatório, percebe-se, pelo total de votos, que a abstenção foi muito alta, chegando a quase 50% dos eleitores.


A votação começou às 8 da manhã e encerrou-se às 16:00 h. Imediatamente iniciou-se a apuração e pouco depois das 18:00 (hora local), a Registradoria Nacional informava que, com 99,54% dos votos escrutinados, o resultado levou a um segundo turno onde vão se enfrentar novamente Iván Duque e Gustavo Petro, em 17 de junho. A fórmula Iván Duque-Marta Lucía Ramírez conseguiu 39,11%, o que equivale a 7.512.935 votos. A fórmula Gustavo Petro-Ángela María Robledo conseguiu 25,09% ou 4.820.370 votos.Votos nulos 243.366, brancos 340.680 num total de 19.280.690. Se consideramos as abstenções + brancos + nulos, o resultado foi muito abaixo do que se esperava.


Na Colômbia o FSP sofreu um duro revés, uma vez que sonhavam com as FARC presidindo o país para dar continuidade aos planos estabelecidos pela criminosa organização, entretanto, um doença cardíaca tiraria da disputa seu máximo líder, Rodrigo Londoño Echeverry, vulgo Timochenko, restando apenas a "torcida" por Gustavo Petro, outro terrorista travestido de pessoa de bem.


Se deram mal, pois diferente dos outros países, na Colômbia os partidos não fazem coalizões que não haviam sido estabelecidas já no primeiro turno, e os votos que Petro recebeu, provavelmente das FARC, do partido de la U (do traidor Juan Manuel Santos), do Polo Democrático e outros movimentos de esquerda, serão os mesmos que ele receberá no segundo turno. Quanto a Iván Duque, que não é santo de minha predileção e menos ainda de muitos colombianos, por pouco não levou já no primeiro turno.


O segundo turno será em 17 de junho próximo, e peço a Deus que se confirme o que todos esperam: uma vitória acachapante de Duque, para destronar os sonhos dos terroristas colombianos e do FSP.


NOTA: Com a paralização dos caminhoneiros os brasileiros estão experimentando, ainda de forma muito suave, o que vivem há décadas os venezuelanos: desabastecimento de combustíveis, escassez de alimentos nos supermercados, impossibilidade de se locomover livremente por falta de condições. Seria a hora de perguntar ao PT e partidelhos comunistas que apóiam a ditadura venezuelana, que estão em maior ou menor medida sentindo o problema na pele, se é isso mesmo que eles acreditam ser uma forma de vida exemplar e modelo a ser seguido por toda a humanidade.