ALEMANHA: AfD SEGUE CRESCENDO NOS ESTADOS
 

 

AfD segue em mobilização nos Estados alemães

Por Berliner Zeitung

BERLINER MORGENPOST

Düsseldorf, 15 de maio de 2017

O partido  Alternative für Deutschland prossegue em sua série de mobilização no Estados. Agora, o partido é representado em 13 dos 16 parlamentos estaduais da Alemanha. No entanto, o AfD não conseguiu alcançar resultados de 2 dígitos como nos Estados de Sachsen-Anhalt e Mecklenburg-Vorpommern.

O líder estadual do partido, Marcus Pretzell, disse na noite de sábado, que houve um resultado respeitável, o qual determinou um bom começo para as eleições federais que acontecerão no mês de setembro. Disse Pretzell: “Nós tivemos nos últimos meses, em parte nas últimas semanas, outros resultados nas pesquisas. Atribuímos a isso tudo, sem dúvida, tanto ao partido quanto a nós, os integrantes”.

O AfD será importante na organização de um governo federal. O principal candidato do  CDU, Armin Laschet, desconsiderou um coalizão com o partido de Pretzell para a disputa eleitoral. Na noite de sábado, o CDU confirmou a declaração. “Nós iremos fazer uma clara e real oposição, colocando o dedo na ferida, como ninguém jamais viu”, afirmou Pretzell. “O Sr. Laschet ainda tem muito a aprender”. Ele comemorou a entrada do Parlamento Estadual, com sua mulher, Frauke Petry, chefe do partido AfD.

O  Die Linke foi o primeiro a comemorar, numa celebração que durou toda a noite das eleições, numa comemoração que não teve hora para acabar. O partido queria ser novamente significativo nos Parlamentos Estaduais, onde em 2012, acabaram sendo “expulsos” com apenas 2,5% dos votos.
As pesquisas trouxeram esperanças ao partido. As mesmas indicavam os radicais de esquerda com 5% das intenções de votos entre os cidadãos alemães da parte oriental do país.

Nordheim-Westfalen também é importante para o Die Linke, pois os alemães que vivem na parte ocidental do país são difíceis de serem atingidos. A entrada nos parlamentos estaduais seria um importante sucesso para as eleições federais.

O partido anunciou na disputa eleitoral, que está a disposição de realizar conversações para uma formação de governo. Eles também não desconsideraram ser a minoria nessa coalisão.

De 2010 até 2012, o Die Linke se apoiou numa aliança verde-vermelha, sendo a minoria. Apenas poucos dias antes das eleições, a ministra-presidente Hannelore Kraft, do  SPD, fechou uma coalizão com o Die Linke, sob o comando chefe estadual do partido  Özlem Demirei e seu vice presidente Christian Leye.

Tradução: Márcio Alexandre