HOMENAGEM A CARLOS ILICH AZAMBUJA
 

 

A Hidra vermelha e o hercúleo Azambuja.



Ricardo Gustavo Garcia de Mello




  1. Guerra Política e Segurança Nacional



Carlos Ilich Santos Azambuja, pertence à linhagem intelectual dos pensadores da guerra e da segurança nacional e civilizacional. Ele descende de homens como Carl Von Clausewitz (1780-1831), Bernard Montgomery (1887-1976), Dwight D. Eisenhower (1890-1969), Humberto de Alencar Castello Branco (1897-1967), Aurélio de Lyra Tavares (1905-1988), Oliveiros S. Ferreira (1929-2017), etc. Azambuja foi o maior estudioso da Guerra política no Brasil.



A guerra é um conflito entre coletividades cuja finalidade é impor nossa vontade sobre o inimigo, a vitória de um lado exclui o outro lado. Para vencer o inimigo não basta desarmá-lo e ocupar o seu território, é necessário quebrar sua vontade. A guerra é uma colisão de forças e inteligências. Ela é uma arte versátil que se apresenta em diversas formas, um cameleão, e penetra em diversas dimensões da vida social - militar, econômica, política, religiosa, étnica, psicológica, etc. O antagonismo entre amigo e inimigo, o critério político essencial,  se apresenta em diferentes formas de luta - luta de classes, luta nacional, luta "racial", guerra santa, etc.



Na guerra militar alcançado o objetivo estratégico de destruição do exército inimigo e conquista ou reconquista do território, se alcança a vitória. Mas a guerra política é constituída de diversas frentes e trincheiras de batalha. Em certo sentido, é a continuação da guerra nas frentes psicológicas e culturais pela apropriação de corações e mentes.



Nessa guerra não se vence o inimigo apenas com rajadas de metralhadora, é necessário um arsenal de ideias capazes de desaparatar os aparelhos ideológicos de poder. O inimigo não é só o guerrilheiro ou terrorista, mas a intelligentsia que trabalha como correia de transmissão ideológica do apparatchik.



Existem duas grandes frentes de luta, a frente militar e econômica, o front material, e a frente psicológica e cultural, o front "espiritual", cabe saber lutar e manobrar nas duas frentes. Saber escolher a frente mais favorável de acordo com a situação e habilidades.



            Na guerra política é necessário compreender a dimensão psicológica e cultural do combate para obter a vitória.



"Muitos não-comunistas duvidam da Guerra Política comunista, não porque conheçam fatos que indiquem a sua inexistência, mas porque a própria noção de sua existência os perturba e os incomoda." [AZAMBUJA, 2016, p.193]



O objetivo principal da guerra política revolucionária é o aparelhamento ideológico do poder através de ações que debilitam a reação do organismo social, colocando o próprio Estado a serviço da ideologia. O Estado deixa de assegurar a existência material e cultural da sociedade, e passa a colaborar direta e indiretamente com a destruição da sociedade. E isso é vendido como medida para a paz mundial, o pacifismo.



O pacifismo é uma forma de entreguismo traduzido em slogan político que manobra pessoas e grupos bem-intencionados para arrombar os flancos geopolíticos e culturais. Ele é um poderoso ardil ideológico que difunde a "falsa-consciência" de que para acabar com a guerra não se deve reagir aos ataques dos inimigos, uma hora eles irão parar de atacar. Tal postura castra psicologicamente o direito à autodefesa, a base da segurança nacional, e leva a sociedade para o masoquismo.



Azambuja demonstra que o pacifismo é um cavalo de Tróia, ou seja, um ardil utilizado pelos inimigos da democracia e da civilização Ocidental.



"O desejo de paz torna-se um pretexto para fazer crer que a renúncia à defesa é o melhor meio de evitar a guerra. O pacifista acaba por se sentir o único agressor em potencial e conclui daí que, despojando-se ruidosamente de seus próprios meios de defesa, afastará todo o perigo de guerra no mundo." [AZAMBUJA, 2016, p.181]



Vladmir I. Lenin (1870-1924), já ensinava como fazer das liberdades de expressão e organização proporcionadas pela paz democrática uma forma de infiltração subversiva.



"Lenin mostrou como fazer da paz um instrumento de guerra, e os seus sucessores logo perceberam a necessidade de organizar movimentos pacifistas no seio de cada país-alvo e, em seguido, agrupá-los em um movimento pacifista internacional. Para consegui-lo, bastava aproveitar os recursos da democracia, o direito que ela reconhece a todos de criar associações, exprimir opiniões, distribuir panfletos, editar jornais, promover congressos, desfilar nas ruas, abrir conta bancárias, alugar espetáculos e coletar e repartir dinheiro. Eis algumas possibilidades, entre milhares de outras que, seguramente, os regimes totalitários não concedem aos amantes da paz em seus países. " [AZAMBUJA, 2016, p.182]



Para os partidários da guerra permanente, em especial jihadistas e comunistas, os tratados de paz são meios táticos para sobreviver ao conflito de hoje, e reunir forças para lutar amanhã. Ou seja, a paz é a continuação da guerra por meios psicológicos e culturais. 



A finalidade da guerra psicológica e cultural é obter hegemonia.



Antonio Gramsci (1891-1973), operou uma revisão na via revolucionária clássica que se embasava na organização de um grupo de conspiradores armados, a guerrilha, para dar um golpe e conquistar o Estado, e depois impor uma ideologia de cima para baixo. No modelo estratégico de Gramsci que ficou conhecido como revolução "pacífica", ou melhor, revolução cultural, foca-se antes no trabalho de agitação e propaganda, os agitprops, do que na organização de guerrilhas, o foquismo. O grupo revolucionário deve antes conquistar a supremacia ideológica para depois ocupar o Estado.  Em suma, antes de tomar quartéis, tome escolas.



O intelectual para o marxismo não é um indivíduo independente, mas um agente apparatchik, ou seja, um organizador do aparato ideológico de poder. A formulação e a difusão de ideias têm por meta o aparelhamento ideológico da cultura.



"Segundo Gramsci, é necessário que o fato revolucionário apareça não somente como um fenômeno de poder, e sim, também, como um fenômeno de costume, como um fato moral, o que implica, necessariamente, numa radical transformação das mentalidades." [AZAMBUJA, 2016, p.100]



A hegemonia é o poderio com base na supremacia "intelectual" e "moral" de uma ideologia sobre a psique. A finalidade da ação hegemônica é introjetar ou inculcar uma ideologia através do aparelhamento dos centros formadores e difusores de cultura. É a cultura que forma o senso comum e configura os princípios de autoridade. O aparelhamento ideológico da cultura torna os subversivos capazes de formatar um Novo senso comum, ou seja, fazer com que a ideologia se torne um fato social com a capacidade de exercer coerção psicológica sobre o comportamento cotidiano das pessoas. Estudar a ação hegemônica é compreender os grilhões mentais que subordinam o grande número à minoria organizada e ilustrada.



Para vencer o inimigo não basta desarmá-lo militarmente, é necessário desparatar os aparelhos ideológicos de poder.



O termo partido revolucionário deve ser compreendido no seu sentido amplo, o partido revolucionário não é apenas um partido formal composto de políticos e militância profissionais com um programa eleitoral. Os partidos revolucionários são os grupos e personalidades capazes de formular e difundir ideologias. Ou seja, intelectuais, celebridades e aparatos ideológicos. Para os subversivos ninguém é apartidário, o indivíduo sempre toma partido de alguma visão de mundo de modo consciente ou subconsciente. O grupo ou personalidade capaz de fazer com que sua visão de mundo se torne majoritária é considerado o hegemon.



Os partidos revolucionários "pacíficos" manobram as liberdades de expressão e organização proporcionadas pela democracia para poder aparelhar a sociedade civil. A sociedade civil é o segmento de organizações intermediárias que estão entre os indivíduos e o Estado. É um espaço que não é especificamente estatal, eclesiástico, militar, comercial e familiar. Onde os indivíduos exercitam sua cultura cívica através da criação de associações. 



"[...] o comunismo - por meio da conquista da sociedade civil, o que tornará possível a subsequente conquista do Estado. Isto é, "a conquista da sociedade civil como prelúdio da conquista da sociedade política": antes de tomar o poder é necessário conquistar a cultura", empregando a terminologia de Gramsci.  [...] Uma vez conquistada a cultura, o caminho estará livre à implantação do comunismo." [AZAMBUJA, 2016, p.99]



Antes de ocupar o Estado é necessário conquistar a sociedade civil, ou seja, aparelhar ideologicamente os partidos, escolas, sindicatos, clubes, ONGs, associações, mídias, etc., com o objetivo de obter a supremacia ideológica, a hegemonia. 



A guerra revolucionária é uma guerra que distorce as fronteiras geopolíticas e legais, ela se apresenta como guerra entre Estados e guerra civil, ou seja, guerra híbrida. A guerra híbrida é uma guerra simultaneamente interestatal e intraestatal, não existe separação entre civis e soldados, é uma luta imperialista ou globalista que é lutada internamente. A guerra revolucionária mescla ações militares, espionagem, ardil e infiltração. 



A vanguarda revolucionária é uma minoria organizada e ilustrada que trabalha no seio do próprio povo para exacerbar suas diferenças até se tornarem antagonismo inconciliáveis, ou seja, fomentar a luta entre classes, "raças", sexos, gerações, etc.



É importante ter em mente os ensinamentos de Azambuja sobre segurança nacional. A concepção de segurança nacional deve ser pensada em relação ao conceito de guerra política.



 "[...] imaginam que somente o combate à utilização da forma de LUTA ARMA, seja o bastante para manter a paz social. Tal concepção, calcada em opiniões pessoais, despreza perigosamente os fatores políticos e ideológicos da atividade comunista, desarma os espíritos, semeia falsas ilusões e abre espaços à penetração da doutrina marxista-leninista em todos os setores, como, aliás, vem ocorrendo, pondo em risco o regime democrático, a Federação e o Estado de Direito, ou seja, a Segurança Nacional. A guerra ideológica que nos foi declarada pelo marxismo-leninismo exige dos não-comunistas, como condição primeira, a opção por uma posição clara e definida, sem tergiversações, e a responsabilidade primária de conhecer suas estratégias e táticas, a fim de que possamos combatê-lo e derrota-la na forma de luta que escolher." [AZAMBUJA, 2016, p.367]



A segurança nacional não é um tema e tarefa exclusiva das forças armadas do Estado, mas um tema e tarefa vital para assegurar a existência material e cultural da sociedade. Antes que exista uma resistência militar aos inimigos, é necessário a existência de uma defesa intelectual e moral da nação, ou seja, uma defesa civilizacional. É a defesa intelectual e moral que fomenta a consciência da importância de lutar contra os inimigos militares e ideológicos que podem destruir materialmente e culturalmente o organismo social.



A segurança não reside apenas nas armas, a existência da sociedade pode estar ameaçada por forças que não são necessariamente militares, mas forças ideológicas que podem subverter a Ordem através da implosão dos valores e da ruptura dos vínculos sociais, jogando a sociedade no caos. Por isto, que a segurança só existe como somatória das forças militares, econômicas, intelectuais e morais. 



Garantir a segurança nacional é assegurar uma dupla independência. i) A independência em relação às potências estrangeiras e intenções imperialistas. ii) E uma independência da sociedade em relação a possibilidade do aparelhamento ideológico do governo, a tirania de Estado. O Estado é criado pela sociedade para assegurar sua existência material e cultural, e não o inverso. A sociedade é formada pela cooperação entre indivíduos e grupos para o bem comum, e pela sinergia de forças na luta contra os inimigos externos e internos. 



A segurança é um conceito mais abrangente e complexo do que o conceito de defesa. A defesa compreende somente as necessidades militares em relação aos inimigos internos e externos, já o conceito de segurança abarca além dos aspectos militares e geopolíticos, os aspectos psicológicos e culturais das forças inimigas.



"Umas das causas que têm permitido a penetração do marxismo-leninismo é o desconhecimento do inimigo, sua estratégia e suas táticas. O mais importante numa guerra é conhecer o inimigo, para que se posas analisar suas possiblidade e fraquezas." [AZAMBUJA, 2016, p.247]



Uma sociedade consciente da segurança nacional, não é uma massa amorfa dispersa no espaço, mas uma sociedade ciente dos seus interesses e valores.



 




  1. Hidra vermelha chamada de Marxismo.



O comunismo e o socialismo ainda medram e abundam no mundo. Eles sobrevivem e se proliferam com diferentes rótulos e formatos, e os motivos desse sucesso estão na capacidade da Vanguarda, a minoria organizada e ilustrada, ser capaz de renovar os seus aparatos ideológicos de poder, e pelo fato do próprio ideário marxista conseguir se aclimatar às diferentes situações sociais e circunstâncias tempo-espaço. O marxismo desenvolveu a capacidade subversiva de exacerbar as diferenças até se tornarem antagonismo inconciliáveis.



 Isto fica visível no "Manifesto do Partido Comunista" (1848) do próprio Karl Marx (1818-1883).



"A história de todas as sociedades até hoje existentes é a história das lutas de classes.  Homem livre e escravo, patrício, e plebeu, senhor feudal e servo, mestre de corporação e companheiro, em resumo, opressores e oprimidos, em constante oposição, têm vivido numa guerra ininterrupta, ora franca, ora disfarçada uma guerra que terminou sempre ou por uma transformação revolucionária da sociedade inteira, ou pela destruição das duas classes em conflito."  [MARX ENGELS, 2005, p.40]



Para Marx, o motor da história é a luta de classes. E as classes não se reduzem aos fatores econômicos, a luta entre burguês e proletário, a luta de classes é uma luta genérica, a luta entre "opressores e oprimidos". Isso torna o conceito "Classe" abrangente e maleável podendo ser utilizado para descrever as relações internacionais, geracionais, sexuais, "raciais", etc., em termos de luta nacional, geracional, sexual e racial. O raciocínio da luta entre burguês e proletário pode ser facilmente adaptado em termos de luta entre brancos e negros, heterossexuais e homossexuais, pais e filhos, nações periféricas e potências imperialistas. 



Esta capacidade de explicar as relações humanas em termos de luta entre classe opressora e classe oprimida torna o marxismo capaz de adaptar-se às diferentes situações sociais e circunstâncias tempo-espaço. É por isto, que o marxismo é a base teórica comum de diferentes grupos e interesses. Em suma, revoltados do mundo, uni-vos, vós não tendes nada a perder a não ser os grilhões.



O marxismo é propagado e vendido como a síntese superior das ciências, as melhores experiências e conhecimentos estão contidos nos materialismos histórico e dialético, a única ciência capaz de explicar a totalidade dos fenômenos, sendo a única ciência que foi capaz de decifrar as Leis causais do progresso material e cultural do homem. Mas como o grande número é formado por pessoas alienadas pela ideologia burguesa, ou seja, os valores da "velha ordem" - Deus, pátria, família e propriedade - é importante que exista uma Vanguarda esclarecida, a minoria organizada e ilustrada, capaz de despertar a consciência dos alienados para a guerra.



"O materialismo dialético e histórico impõe um princípio simplificador à recalcitrante e dolorosa complexidade da vida, porém, mais importante ainda, o socialismo científico convida os povos, em nome de um grande futuro humano e em companhia da vanguarda revolucionária, a correr grandes riscos. Entretanto, segundo a ciência infalível, tais riscos realmente não existem, porque o resultado já está determinado e infalível. Poderão fracassar inumeráveis projetos intermediários, porém o risco final de haver trabalhado em vão é nulo." [AZAMBUJA, 2016, p.49]



"A infalibilidade da ciência infunde-lhes um sentimento de superioridade, pois o camarada que sabe a história está do seu lado tende mais a desprezar do que a temer aqueles que procuram obstar suas atividades." [AZAMBUJA, 2016, p.49]



O marxismo é uma ideologia, ou seja, um ideário que busca o poder total com a promessa salvífica de instaurar o paraíso terrestre ou de criar o Novo Homem. O marxismo com suas Leis causais do progresso material e cultural humano oferece um conjunto de dogmas teleológicos. Onde o fim último das ações e organizações humanas é o comunismo, uma espécie de paraíso terrestre, e para tal é necessário que o velho homem se subverta, ou seja, se torne um Novo Homem.



"Esse dogma infalível diz aos comunistas como devem encarar todas as situações e como interpretá-las, aclara as lições da história, explica as leis econômicas e políticas que propiciaram o surgimento do capitalismo, as forças que conduzirão inexoravelmente à decadência desse sistema e ao estabelecimento do socialismo generaliza todos os conhecimentos científicos, descobre as leis universais do desenvolvimento e as leis mais gerais da natureza, as sociedade e do pensamento." [AZAMBUJA, 2016, p.49]



O marxismo além de indicar as ideias de Karl Marx e do seu camarada Friedrich Engels (1820-1895), também abarca diversas linhas de interpretação, teorias, movimentos sociais, partidos, governos e ideologias que pretendem interpretar, transformar e governar com as ideias de Marx. O que une os diferentes marxismos é a fé cega na revolução, e a postura subversiva diante dos valores nucleares da Ordem - Deus, pátria, família e propriedade.



 "Quando falamos de marxismo, devemos ter presente que há numerosas divisões na sua árvore genealógica. [...] As diferenças entre eles são, no entanto, apenas de ordem tática. Trata-se de uma briga entre comunistas, onde todos se dizem corretos." [AZAMBUJA, 2016, p.70]



O marxismo não é uma teórica econômica, partido, filosofia, etc., mas uma hidra vermelha. O termo hidra vermelha retrata melhor a complexidade e diversidade dos movimentos totalitários do que a imagem do polvo, um grande cérebro que estende os seus tentáculos.



O termo hidra vermelha cunhado por Carlos Azambuja expressa com precisão a diversidade e complexidade dos movimentos subversivos, sem deixar de demonstrar a unidade entre eles. A hidra é um monstro com um corpo de dragão e com diversas cabeças de serpente, sendo o seu veneno tão poderoso que mata os homens apenas com o hálito, e caso alguém corte uma das suas cabeças, duas ou mais cabeças nasceram no lugar. E é importante ter em mente que estas cabeças não convivem em paz, mas se entredevoram.



"Se a infalibilidade da teoria marxista é de utilidade para os comunistas, o mesmo sucede com suas ambiguidades, que proporcionam aos dirigentes do PC um amplo campo de manobra. Quando uma política resulta infrutífera, fracassada ou deixa de ser útil, as pessoas com ela identificadas são acusadas de interpretar incorretamente o marxismo, sendo imediatamente punidas. [AZAMBUJA, 2016, p.50]



"Como instrumento capaz de incutir nos comunistas zelo e flexibilidade , capaz de dividir e confundir os não-comunistas e captar aderentes, seria difícil encontrar algo mais poderoso que uma ciência que seja, ao mesmo tempo, infalível e convenientemente ambígua." [AZAMBUJA, 2016, p.50]



A hidra é um monstro policéfalo, ou seja, um monstro onde cada uma de suas cabeças pensa e age de modo independente a partir dos seus próprios quadros políticos e intelectuais. E o que une as diversas cabeças é o inimigo comum, a "velha ordem". A finalidade da hidra vermelha é substituir o Estado nacional por um governo global, e destruir a Civilização Ocidental, em especial, as liberdades individuais e a moral judaico-cristã.



             "A grande pergunta que devemos nos fazer é: em que ponto se julgará ter sido atingido o limite, e se alguém poderá produzir, então, uma reação a essa estratégia global, mantida e orientada em sua evolução por táticas específicas, adaptadas e adequadas às condições de cada etapa histórica e às peculiaridades da área onde se projetem, ou se ocorrerá uma capitulação sem luta?" [AZAMBUJA, 2016, p.193]



NOTA: Caro Mestre Azambuja, muito obrigado por ter combatido o bom combate. 



Bibliografia



AZAMBUJA, Carlos Ilich Santos. A Hidra Vermelha. 2 ª ed., São Paulo, Observatório Latino, 2016.



DE PAOLA, Heitor. O Eixo do Mal Latino-americano e a Nova Ordem Mundial. 2 ª ed., São Paulo, Observatório Latino, 2016.



MARX Karl ENGELS Friedrich. Manifesto Comunista. 4ª reimpressão. São Paulo: Boitempo, 2005.



SALGUEIRO, Graça. O Foro de São Paulo: a mais perigosa organização revolucionária das américas. São Paulo, Observatório Latino, 2016.